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O que se encontra numa velha caixa de música
Nunca roubei um beijo, O beijo dá-se. Ou permite-se, mas naturalmente. E seu sabor seria diferente, Se, em vez de ser trocado, se furtasse. Todo beijo de amor, longo ou fugace, Deve ser um prazer que à ambos contete. Quando encantado e o coração consente, Beija-se a bôca e não a face. Não toquemos na flôr maravilhosa, Se qual for a sedução do ensejo Vendo a ofertar-se, fácil e formosa. Como os árabes, loucos de desejos, Amemos a roseira, olhando a rosa Roubemos a mulher e não

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Violência processual: quando a violência de gênero acontece dentro do processo judicial
O reconhecimento da mulher como sujeito pleno de direitos é uma conquista relativamente recente e ainda não inteiramente assimilada pela sociedade. Durante séculos, às mulheres foi reservado o espaço privado, enquanto aos homens pertenciam a vida pública, o patrimônio, as decisões e a liberdade. A igualdade chegou à lei antes de chegar por inteiro às relações humanas. E há heranças que não desaparecem quando as leis mudam. Permanecem nos gestos, nos discursos, nas relações f

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Um convite para (re) conhecer quem já amamos
O filme O Convite nos deixa claro que os relacionamentos não têm como base apenas a paixão ou a atração mútua. Para seguir e sustentar uma relação, precisamos de mais. Há que se compreender que a base de qualquer vínculo é o diálogo, mas, mais do que isso, é perceber como esse dialogo se transforma com o tempo. As conversas mudam. Os interesses mudam. As formas de demonstrar afeto mudam. As pessoas mudam. A questão é: você consegue sustentar a realidade que se impõe? Ou, mel

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E se a minha vida fosse um filme…
Quem seria eu nessa história? A mocinha injustiçada em busca de um grande amor? A vilã, ferida na infância, movida por uma constante busca por vingança? Ou, quem sabe, apenas a figurante na cena do restaurante, escondida atrás dos protagonistas, fingindo não existir? Talvez, se eu contasse a minha história, eu a classificaria como uma comédia romântica, cheia de belos cenários, um bocado de cenas hilárias e a busca constante por um final feliz. Mas não só isso. Se a minha vid

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O erro nunca foi acreditar
Toda bolha financeira nasce com o mesmo defeito de fabricação: só é reconhecível depois de estourar. Enquanto dura, não tem esse nome. Tem outro: futuro, progresso, a vez em que finalmente "é diferente". O economista John Kenneth Galbraith batizou o mecanismo de "a extrema brevidade da memória financeira", a experiência passada, quando é lembrada, sendo descartada como o refúgio primitivo de quem não sabe reconhecer as maravilhas do presente. É por isso que ninguém, dentro de

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Primeira Infância
Contexto: O seguinte texto se trata de um relatório pessoal que foi desenvolvido pelo aluno Matheus Vaz de Oliveira para o Projeto Comunitário da PUCPR Cultura em Rede. O projeto social Cultura em Rede se trata de uma prática aplicada em escolas em maior situação de vulnerabilidade social, implementando uma vez por semana um dia em que a comunidade do entorno da instituição possa usufruir do espaço para entretenimento, com dinâmicas culturais e atividades diversas que incent

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Nunca fomos tão conectados e tão solitários
Vivemos na era da conexão. Em poucos segundos, conseguimos conversar com alguém do outro lado do planeta, acompanhar acontecimentos em tempo real, compartilhar fotografias, opiniões e até momentos íntimos da nossa rotina. Nunca foi tão fácil encontrar pessoas. Nunca foi tão simples estabelecer conexões. Mas, então, por que tanta gente se sente sozinha? A princípio, parece um paradoxo. Afinal, a tecnologia aproximou distâncias que, há poucas décadas, pareciam intransponíveis

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