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Pensamos o que queremos ou queremos o que nos ensinaram a pensar?
Existe uma convicção particularmente confortável no ser humano: a de que pensa por conta própria. Gostamos muito de acreditar que nossas opiniões são fruto de nossas experiências, que nossas escolhas refletem nossos desejos pessoais e que nossas convicções foram construídas racionalmente. Mas será que chegamos a elas sozinhos? Antes de aprendermos a questionar, já nos ensinaram – segundo o juízo de valor de quem nos está ensinando – o que é certo e errado, desejável e indesej
há 2 horas


Bom dia, inverno — Tamara Klink
Há livros que a gente termina e há livros que continuam acontecendo dentro da gente. Bom dia, inverno é, à primeira vista, o relato de uma aventura extraordinária. Oito meses sozinha em um pequeno veleiro, cercada pelo gelo e pela escuridão do inverno da Groenlândia. Mas, conforme as páginas avançam, percebemos que a maior viagem de Tamara Klink talvez não seja geográfica. É uma viagem para dentro. Existe algo profundamente bonito na forma como ela escreve sobre a solidão. Nã
8 de out.


A memória não é um lugar intacto
A memória tem uma péssima reputação. Dizem que falha, distorce, exagera, inventa. E é por isso que ela é uma boa matéria literária. Um fato intacto pertence ao arquivo. Uma lembrança, não. Ela retorna carregando aquilo que sentimos depois, as palavras que encontramos tarde demais e, principalmente, tudo o que precisamos esquecer para continuar vivendo. A autoficção nasce assim: entre o que aconteceu e aquilo que conseguimos narrar. Não como uma mentira, mas como o reconhecim
24 de set.
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