4° temporada dos Bridgertons
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Querido e gentil, leitor!
É de conhecimento de muitos que contos de fadas pertencem ao reino da fantasia — ou assim insistem os mais céticos desta respeitável sociedade. Ainda assim, nesta mais recente temporada, um certo irmão Bridgerton parece determinado a desafiar tal convicção. Pois, no primeiro baile da temporada, promovido pela sempre impecável Viscondessa Violet Bridgerton, fomos brindados com um espetáculo digno das mais ousadas histórias românticas.
Um jovem belo, cobiçado e, até então, irremediavelmente indiferente ao amor, vê-se enfeitiçado por uma desconhecida. Ela surge como um sopro de mistério, encanta a todos… e desaparece após a meia-noite, deixando para trás apenas uma luva. Sim, leitor atento, uma simples luva — prova irrefutável de que nem todo feitiço se desfaz com o soar do relógio.

A busca obstinada do cavalheiro mais desejado da temporada por sua dama incógnita não é apenas um capricho romântico, mas um espelho incômodo da nossa própria sociedade. Afinal, não é segredo algum — ao menos para esta colunista — que a musa dos sonhos de Benedict não passa de uma criada, filha bastarda do Conde de Penewood. Um detalhe que, para muitos, seria motivo suficiente para extinguir qualquer faísca de amor… mas será?
Ao longo desta quarta temporada, o leitor — perdoe, telespectador — é convidado a encarar o peso cruel do preconceito moldado por uma sociedade que insiste em classificar pessoas como se fossem títulos de nobreza. Surge, então, a pergunta que ecoa nos salões mais elegantes e nos corredores mais humildes: o amor verdadeiro é capaz de enxergar a alma? Ou continuaremos permitindo que nomes, vestimentas e moedas ditem o valor de um ser humano?

Contudo, nem só de romance vive esta temporada. Enquanto Benedict e sua Cinderela particular capturam os olhares mais atentos, outro enredo se desenrola discretamente — talvez discretamente demais. Francesca Bridgerton, a sexta filha da ilustre família, tem sua história entrelaçada a John, em um ritmo que muitos considerariam… apressado. Há quem murmure que tal narrativa mereceria uma temporada exclusiva. Outros, mais ousados, questionam a fidelidade aos acontecimentos que os leitores mais dedicados tanto prezam.
O que se pode afirmar com absoluta certeza é que esta temporada não apenas entretém, mas provoca. Ela cutuca feridas antigas, desafia convenções sociais e, como toda boa fofoca bem contada, divide opiniões.
E como sempre, resta-nos observar, comentar e aguardar os próximos escândalos.
Artigo por: Daniela Amaral
Arte por: Habner Matheus







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