Um convite para (re) conhecer quem já amamos
- Convidados

- há 1 dia
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O filme O Convite nos deixa claro que os relacionamentos não têm como base apenas a paixão ou a atração mútua. Para seguir e sustentar uma relação, precisamos de mais. Há que se compreender que a base de qualquer vínculo é o diálogo, mas, mais do que isso, é perceber como esse dialogo se transforma com o tempo. As conversas mudam. Os interesses mudam. As formas de demonstrar afeto mudam. As pessoas mudam.
A questão é: você consegue sustentar a realidade que se impõe? Ou, melhor, consegue sustentar a queda do imaginário que construiu sobre o outro? Porque, no fim, é disso que um relacionamento se trata. As expectativas vão embora. Caem. Se desgastam com o tempo.
O que permanece não é a fantasia de alguém que corresponde exatamente ao que imaginávamos, mas a disposição de continuar conhecendo quem está diante de nós. Não a versão idealizada. A pessoa real. Aquela que traz manias, silêncios, limites, desejos que nunca haviam aparecido, necessidades que talvez não façam sentido para nós, mas fazem para ela.
O desconforto de abandonar a ilusão de quem amamos, é inevitável.
Amar, na verdade, é aceitar que o outro nunca termina de se revelar. E que, de tempos em tempos, será preciso reaprender a escutá-lo.
A maturidade de um relacionamento não esta em encontrar alguém perfeitamente compatível, mas em continuar escolhendo conhecer a pessoa que está ao seu lado e não insistir naquela que existia apenas na nossa imaginação.
É preciso convidar, constantemente, um encontro com a realidade do outro.
Autora: Anna Luisa Loyola
Arte por: Matheus Vaz




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