E se a minha vida fosse um filme…
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Quem seria eu nessa história?
A mocinha injustiçada em busca de um grande amor? A vilã, ferida na infância, movida por uma constante busca por vingança? Ou, quem sabe, apenas a figurante na cena do restaurante, escondida atrás dos protagonistas, fingindo não existir?
Talvez, se eu contasse a minha história, eu a classificaria como uma comédia romântica, cheia de belos cenários, um bocado de cenas hilárias e a busca constante por um final feliz.
Mas não só isso.
Se a minha vida fosse um filme, teria que ter extraterrestres fofos, animais falantes como os de Nárnia, paz espiritual e comida boa, como em Comer, Rezar e Amar. Também teria aventura e adrenalina, como nos filmes de Missão: Impossível, e um toque de mistério, como em Indiana Jones.
E, no meio de tudo isso, o meu mundo teria a minha velocidade.
Com e sem pressa.
Devagar.
Eu iria viver cada cena com calma, degustar cada momento, como se fosse o último. Veria o pôr do sol naquele amarelo mágico das películas, sorrindo e dançando, enquanto pétalas de flores brancas flutuariam ao meu redor. E, quando a noite chegasse, eu estaria cercada de vaga-lumes, em uma escuridão brilhante, quase como um céu cheio de estrelas vivas.
Meus dias seriam sempre de primavera: leves, mornos e ensolarados.
Se a minha vida fosse um filme, eu assistiria a cada cena como se fosse a primeira vez.
E, sentada na sala escura do cinema, com os olhos fechados e cercada por mil versões de mim, enxergaria o mundo nos seus mínimos detalhes, com a eterna esperança de um final feliz.
Autor: Daniela Amaral
Arte por: Matheus Vaz




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