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Até lá, bons sonhos

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    Convidados
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

É difícil para o ser humano se imaginar como um ser primitivo. A vida em sociedade projetou uma bela maquiagem sobre a forma como nos enxergamos como espécie.


Entretanto, instintivamente, não somos diferentes dos nossos antepassados longíquos. Na verdade, somos quase os mesmos.


O que me faz lembrar disso é que o coração dispara e a adrenalina ainda corre em nossas veias quando a ansiedade bate. As vezes acontece antes de dormir. A cabeça viaja nos problemas, nas coisas a serem resolvidas e naquilo que pode vir a ser um problema.


Panico geral.


O resultado? Insonia ou acordar no meio da noite.


O corpo libera a adrenalina, que resulta na ansiedade, que, por sua vez, resulta na falta de sono. Um comportamento totalmente voltado para a sobrevivencia da espécie sendo engatilhado por uma função mental que, de forma racional, não será utilizada para esse fim. É uma função primitiva do nosso corpo que está presente em todos os mamíferos do planeta.


Então, o que nos diferencia deles?


Quando essa função é disparada neles, de fato estão em perigo de vida. O corpo deles está voltado para a própria realidade, para a sua necessidade.


Já o do ser humano, também. Entretanto, fizemos da nossa existencia algo tão complexo que a função básica do organismo entra em piripaque quando algo tão primitivo do nosso ser começa a funcionar... do jeito que sempre foi.


Isso me leva a pensar, vivemos da forma correta?


Vivemos em consonancia com a realidade que é apresentada?


Ou será que criarmos algo tão complexo que afronta, de forma direta e definitiva, o que somos?


A resposta pra essas perguntas eu não tenho. E, de tempos em tempos, eu reflito sobre isso. Se algum dia eu chegar àlguma resolução, escreverei aqui.


Até lá, bons sonhos.

 

Artigo por: Thiago Pinheiro

Arte por: Matheus Vaz

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