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Família além da biologia: vínculos socioafetivos e homoafetivosem “The Last of Us”

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    Convidados
  • 30 de mai.
  • 1 min de leitura

Arte: Habner Matheus
Arte: Habner Matheus

A noção de família no ordenamento jurídico brasileiro passou por transformações significativas nas últimas décadas, movida por uma reconfiguração sociocultural que resiste a modelos tradicionais, em especial o da família heteronormativa e patriarcal. A Constituição Federal de 1988, ao consagrar princípios e direitos fundamentais, permitiu o reconhecimento de formas plurais de constituição familiar, como as famílias homoafetivas e socioafetivas

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É justamente nessa ótica que a obra “The Last of Us” — tanto o jogo quanto a adaptação televisiva — oferece um campo fértil para pensar como o afeto, mais do que a origem biológica ou formalidade jurídica, sustenta os vínculos que definem o que entendemos por família. Ambientada em um mundo pós-apocalíptico devastado por uma pandemia fúngica, a narrativa centra-se em relações humanas formadas em meio ao colapso institucional e à escassez de recursos, onde os laços afetivos se tornam não apenas refúgios emocionais, mas estruturas de sobrevivência. Tanto a relação do Joel com a Ellie (paternidade socioafetiva), quanto a relação da Ellie com a Dina (união homoafetiva) retratam a realidade comum das relações pautadas no afeto.

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“The Last of Us” é um convite para olhar para as relações humanas com menos dogmas e mais sensibilidade. A história nos permite questionar as fronteiras impostas por padrões normativos e nos lembra que a família, no fim das contas, é um espaço de cuidado mútuo, independentemente de gênero, sangue ou papel social. E o Direito, como instrumento social, deve continuar a permitir essas formas legítimas de amar e existir.



Artigo: Ana Carolina Kosak e Rafael Schroeder

 
 
 

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